HALITOSE

Segundo pesquisa realizada pelo Prof. Daniel Van Steemberg, juntamente com uma equipe de gastroenterologistas, otorrinolaringologistas, psiquiatras e periodontistas da Universidade de Leuven/Bélgica, 87% das causas da halitose são de ordem bucal – sendo que 32% estão relacionadas a problemas periodontais.

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O mau hálito ou halitose afeta milhares de pessoas, as quais muitas vezes por vergonha de falar no assunto, não trazem esta preocupação claramente ao dentista. Porém o profissional identificando esse problema, deve aborda-lo com o paciente, fazendo uma completa anamnese em busca das causas e soluções.

As consequências emocionais da halitose são fatores que devem ser considerados, pois verifica-se que o portador da halitose está, com frequência, emocionalmente abalado.

Com base em diversas pesquisas pode-se afirmar que apenas 1% das causas da halitose está associada a problemas gástricos. Para o atendimento do paciente portador de halitose, deve-se dispor não só de recursos científicos e tecnológicos, mas principalmente de tempo para ouvi-lo e ajudá-lo a expressar suas queixas.


PERGUNTAS FREQUENTES


Qual é a causa do mau hálito?

A halitose não pode ser explicada por um único mecanismo. Existem casos de origem fisiológica (que requerem apenas orientação), patológica (que requerem tratamento), por razões locais (feridas cirúrgicas, cáries, doenças periodontais e outros) ou ainda por razões sistêmicas (diabetes, distúrbios renais, prisão de ventre e outros). São várias as causas e muitas vezes apresentam vários fatores ao mesmo tempo.

Por que o portador da halitose não sente o seu próprio hálito?

Porque o olfato se adapta ao odor, por tolerância. O epitélio olfatório rapidamente se cansa ou fadiga, se acostumando ao odor e falhando na percepção (fadiga olfatória). Em pouco tempo, o paciente com halitose se acostuma ao próprio mau hálito.

Quem são os pacientes com maior tendência a halitose?

Respiradores bucais, pacientes com sangramento gengival (doença periodontal), saburra lingual, alterações sistêmicas (por exemplo diabetes, doenças hepáticas, etc), em dieta ou ainda aqueles que apresentam baixo fluxo salivar.

A halitose é fruto de má higiene?

A halitose é um sinalizador de que algo no organismo não está bem. Ou seja, nem sempre a halitose ocorre por falta da melhor higiene bucal. Um paciente que mantenha boa higiene oral mas encontre-se estressado, poderá apresentar um fluxo salivar baixo. Isto compromete a auto-limpeza favorecendo a formação da saburra lingual e possibilitando a manifestação da halitose.

Como se livrar da saburra e do mau hálito?

Existem pelo menos 3 abordagens:

1. Remoção mecânica da saburra por meio de limpadores linguais. Existem vários modelos de limpadores linguais disponíveis no mercado americano; no Brasil, encontramos um limpador lingual muito eficiente (modelo em forma de “V”).
2. Identificação dos problemas orais. Seu dentista pode e deve orienta-lo sobre possíveis causas do mau-hálito bucal e trata-las. Sangramento gengival, cáries, placa bacteriana e infiltrações são os principais fatores
3. Identificação de qualquer problema sistêmico. O dentista, junto com outros profissionais da saúde deve avaliar problemas sistêmicos afim de achar causa e posteriormente cura para o mau-hálito de origem não bucal.

Como posso melhorar meu mau hálito que acontece só de vez em quando?

Quando o mau hálito não é crônico, mas apenas esporádico, devemos observar uma higiene bucal e lingual adequadas, estimular a salivação de maneira fisiológica (isto é, sem o uso de medicamentos) com balas sem açúcar, gomas de mascar, gotas de suco de limão com um pouco de sal e manter uma freqüência de ingestão de água e de alimento (que contenha algum carboidrato) a cada 3 ou 4 horas.

Então, o uso de gomas de mascar melhora o hálito?

Sim. Em primeiro lugar, age como um mascarador do hálito e, em segundo, o que é mais importante, aumenta a salivação.

Já consultei vários profissionais sem ter a Solução para o meu problema. Halitose tem cura?

Claro que tem cura. As vezes, atingir a cura demanda um pouco mais de tempo, mas sempre existe a possibilidade de controle. A maior parte das pessoas crê que qualquer dentista está amplamente informado a respeito de mau hálito, o que nem sempre é verdade. O mesmo pode-se dizer em relação aos médicos. 0 atendimento nessa área é diferente do atendimento odontológico de rotina. Atualmente, muitos profissionais interessados estão investindo em conhecimentos sobre o assunto. Assim, se o seu dentista não se achar em condições de lhe oferecer um excelente atendimento, com certeza saberá encaminhá-lo para um colega que tenha feito esse tipo de treinamento.