ODONTOPEDIATRIA

O tratamento odontológico em crianças e jovens faz toda a diferença na arcada dental da pessoa pelo resto da vida. As metodologias de escovação, alinhamento correto dos dentes, e bons hábitos, garantem um futuro livre dos problemas mais graves na boca, como cáries, problemas gengivais e de mordida. A visita da criança ao dentista deve começar cedo, e o acompanhamento deve ser frequente nas fases de crescimento. A criança bem acompanhada não desenvolve o medo de dentista, tem mais prazer em escovar os dentes, e possui dietas mais saudáveis.
O acompanhamento precoce da saúde bucal da criança possibilita o diagnóstico de problemas de oclusão que devem ser tratados o mais cedo possível pela Ortopedia. O prognatismo mandibular (“queixo pra frente”) e a mordida aberta (dentes da frente que não se tocam) ou cruzada (dentes de baixo cobrem os de cima), devem ser tratados o quanto antes, de acordo com a indicação realizada pelo Odontopediatra/Ortodontista.

Bebês

0 – 6 meses: A primeira visita ao dentista pode e deve ocorrer mesmo antes da erupção do primeiro dente, assim os pais recebem orientações sobre a saúde bucal do bebê.

6 meses – 3 anos: Após a erupção dos primeiros dentes, o bebê já pode receber os primeiros cuidados na orientação e prevenção bucal e de doenças relacionadas. ”Cáries de mamadeira” devem ser evitadas.

 

Crianças

pediatria-crianca1

3 – 6 anos: A criança já possui a dentição decídua (dentes de leite) completa. É importante que hábitos corretos de higiene bucal sejam criados desde cedo, e por falta de total coordenação motora nesta fase, já é importante a realização periódica de profilaxia e aplicação de flúor no consultório odontológico. Este é o momento de remover hábitos que podem prejudicar o desenvolvimento dos maxilares e prejudicar os dentes, como uso de mamadeira e chupeta, sucção de dedo e respiração bucal.

 

pediatria-crianca26 – 11 anos: Nesta faixa etária a criança apresenta dentição mista, ou seja, possui dentes decíduos e permanentes. O zelo com dentes permanentes deve ser dobrado, e molares são protegidos com selantes contra cáries nas fóssulas e fissuras.
Com essa idade é possível realizar o tratamento ortopédico com aparelhos móveis para corrigir alguns problemas de oclusão, guiando o crescimento ósseo. A criança já possui discernimento suficiente para entender a necessidade e colaborar com o tratamento.

Adolescentes

A partir dos 11 anos: Na adolescência o indivíduo possui maior autonomia e geralmente não aceita facilmente a intervenção dos pais em seus hábitos de higiene. Geralmente já possuem todos os dentes permanentes ou quase todos. Idade ideal para organizar dentes e oclusão (mordida), com o uso de aparelhos fixos, para não ter problemas futuros e cuidar da estética dental.

 

A visita da criança ao dentista deve começar cedo, e o acompanhamento deve ser frequente nas fases de crescimento. A criança com a saúde bucal bem acompanhada não desenvolve o medo de dentista, tem mais prazer em escovar os dentes, diminui o risco de problemas dentários na idade adulta e possui dietas mais saudáveis.



PERGUNTAS FREQUENTES


A partir de qual idade a criança deve usar flúor?

Assim que nasce o primeiro dentinho ele já pode receber os benefícios do flúor com o uso de cremes dentais fluoretados. Sempre com a ajuda de um adulto e em quantidade limitada para evitar a ingestão, o que pode ser prejudicial.

Até que idade a criança pode usar a chupeta?

A Associação Brasileira de Odontopediatria e o Ministério da Saúde recomendam que com 3 anos o uso da chupeta seja eliminado. Com essa idade, possíveis danos causados pelo hábito (por exemplo mordida aberta, mordida cruzada posterior) podem ser autocorrigidos.

Quando deverá ser a primeira consulta da criança no dentista?

Assim que nascerem os primeiros dentes de leite a criança poderá ser levada ao dentista para que os pais sejam orientados e para que seja avaliada a dentição da criança.

É normal a criança ranger os dentes a noite?

Quando a criança esta na idade de troca da dentição pode haver o ranger noturno, que está relacionado a uma adaptação da oclusão. Também pode estar associado a estresse ou ansiedade, mas a causa não está cientificamente provada ainda. A solução é o uso de plaquinhas para que os dentes não sejam danificados.